Blog do Joffre Neto

quarta-feira, agosto 27, 2014

COMO É QUE SE ELEGEM CORRUPTOS?


Abordei o assunto na penúltima sessão de Câmara e minha fala está resumida no videozinho abaixo, muito bem produzido pela Fernanda Maria, jornalista da Câmara Municipal de Taubaté.

Minuto Legislativo

ELEIÇÕES 2014 - É PRECISO EXERCITAR A CONSCIÊNCIA CRÍTICA


Neste sentido, fui convidado pela Comunidade Católica Pantokrator, para uma conferência em Campinas, sobre o tema "POLÍTICA, O QUE É, COMO FUNCIONA"

terça-feira, agosto 26, 2014

Joffre Neto destaca que é necessário refletir no período eleitoral


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Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Taubaté

22 de Agosto de 2014 às 17h06
O vereador Joffre Neto (PSB) afirmou que, talvez pelo preconceito contra a política, tem a impressão de não estar em período de campanha eleitoral. “Não aparece propaganda, há um clima de certa calmaria que não empolga e leva talvez a uma má escolha.”
O parlamentar refletiu que houve avanço no Brasil nos últimos governos, mas que “ainda é um país injusto”. “Basta verificar a situação da saúde, dos transportes coletivos do Brasil inteiro, dos preços altíssimos. Para quem teve a oportunidade de viajar, sabe que em outros países com índice de renda mais alto que o Brasil, os preços são menores que os praticados aqui.”
O vereador disse que quem pode mudar isso é a “política com P maiúsculo”, que na definição de padre Lebret, é “a arte, a ciência e a virtude do bem comum”.
“A política não vem de Marte, ela é feita por homens e mulheres daqui mesmo. Esses homens e mulheres, os eleitos, foram escolhidos por você, cidadão. Então, este é o seu momento de poder e responsabilidade.”
“Se a situação está ruim, é porque temos uma classe política, principalmente em nível nacional, que não responde adequadamente à necessidade do povo. Mas ninguém está lá por um golpe de Estado. Todo mundo que está lá foi escolhido, inclusive, surpreendentemente, os corruptos. Como que é possível isso?”
“É que, a cada eleição, os lobos mudam de pele e se apresentam como cordeiros, e os mais pobres, que são aqueles que os escolhem, que é imensa maioria do país, se deixam seduzir, principalmente porque não têm meios de distinguir o falsário do político honesto”, completou.
Livro
O vereador divulgou o livro de sua autoria “Preparação para as Eleições 2012 – reflexões e critérios”, que teve apresentação do bispo dom Benedito Beni dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo na época e hoje bispo emérito da Diocese de Lorena, e também do padre José Knob, da faculdade Dehoniana. “Qual era o objetivo? Fornecer subsídios para a gente tentar escolher um bom candidato.”
Joffre disse que a primeira coisa a se distinguir, parafraseando o filósofo Rubem Alves, é o “político por vocação e o político por profissão”.
“Rubem Alves diz: o político ou a política é a atividade humana da mais alta qualidade. Ela é a busca do bem-estar da comunidade de uma nação, e vocação vem do latim vocare, que quer dizer chamado. Quem atende à vocação política, atende, assim, um chamado para estar a serviço da felicidade e do bem-estar do povo. Vocação é diferente de profissão. Na vocação, a pessoa encontra a felicidade na própria ação que ela desenvolve. Na profissão não, o prazer não se encontra na ação, mas sim no ganho que se adquire da profissão.”
O parlamentar destacou outra frase do filósofo que considerou “contundente e importante”. “De todas as vocações, a política é a mais nobre, de todas as profissões, a profissão política é a mais vil, porque o profissional da política usa o povo e os seus sonhos para atingir seus objetivos particulares. O político por vocação sinceramente busca meios para a realização do bem comum, esquecido de seus interesses. O político profissional, pelo contrário, permanentemente procura usar o seu cargo para ter lucro.”
O vereador informou que a obra está à disposição e pode ser solicitada pelo e-mail joffreneto@hotmail.com.

DIVULGANDO A TESE SOBRE GOVERNOS MUNICIPAIS



Iniciando a tradução da minha tese para o inglês. 
Da versão condensada (65p. A5), a primeira pagina já foi! 

O texto integral vc pode encontrar aqui:
http://migre.me/ldQB5


quarta-feira, julho 16, 2014

NOTICIAS DO MANDATO - EMENDAS À LDO




  1. Mais um dia de trabalho intenso: para garantir que as emendas que fizemos a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO fossem efetivamente transformadas em lei, temos tido que superar inúmeros obstáculos - que depois relataremos aqui.
    Hoje, por exemplo, dispendemos o dia, eu e minha chefe de gabinete, Isabel Camargo Pereira Matias, revisando cálculos, conferindo unidades e classificação de despesas, medindo extensões de avenida, tudo porque a Prefeitura simplesmente nega-nos acesso aos dados públicos que compõem o orçamento municipal.

    Na realidade, os fornece, mas apenas em papel, sonegando os arquivos digitais e obrigando-nos a um absurdo esforço de lançamento manual de informações.

    Mas há exatos 15 anos que luto para incorporar emendas ao orçamento visando atender, entre outros objetivos, entidades sociais, e até ser processado pelo Ministério Público por isso, não vou esmorecer por barreiras tão estúpidas e desrespeitosas como essas.

    Aos poucos, para não ser muito cansativo, vou informando aqui as emendas que propus e a sequência de obstáculos que nos interpuseram - desde a Câmara, Prefeitura, Ministério Público e Judiciário.

    Cordiais saudações!

RECAPEAMENTO DA AV. SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS




Caros,
Mais uma vitória: vamos recapear a Avenida Sagrado Coração de Jesus.
...
Em audiência com o Prefeito Ortiz Junior em 01.07.14, obtive dele o compromisso de recapeamento da via que caracteriza nosso bairro ainda este ano, no prazo máximo de noventa dias.
...
A avenida tem um total de 600m de extensão e há muito os moradores reclamam sua revitalização.

sábado, julho 12, 2014

SEMÁFORO COM BOTOEIRA NA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS x BARRETO LEME


Há alguns meses solicitei a Eng.a Lola algumas melhorias no trânsito do nosso Distrito I, visando principalmente a segurança de nossos moradores.

Assim (1) foi reinstalado o semáforo em frente a Matriz do Sagrado Coração de Jesus; (2) implantado um novo semáforo na esquina Paraná com José Vicente de Barros; (3) restaurada a sinalização horizontal da Rua Bahia e (4) instalado um semáforo de três tempos na esquina da Barreto Leme com Av. Sagrado Coração de Jesus.

Bem, apesar do avanço deste último semáforo, ainda era perigoso para os pedestres, que, se conseguiam evitar os carros num sentido, eram colhidos pelo movimento em outro. Solicitei ali a implantação de focos para pedestres, com botoeira.

Foi instalado hoje, sábado, dia 12, pela manhã.
Agora vc pode atravessar com segurança! (Eu mesmo testei há pouco, ao fazer estas fotos - e vc sabe que ando devagar, rs).

Basta apertar o botão na botoeira e esperar (botoeira que, aliás, é preparada para o uso de deficientes visuais, com inscrição em Braille e alerta sonoro).

Qualquer sugestão de melhoria, nos comunique!

NOVE DE JULHO



Mais um efeito colateral da Copa: o completo esquecimento da Revolução de 1932. Estamos em pleno feriado em sua comemoração e nos dois principais jornais de São Paulo nem sequer uma linha sobre a saga dos bravos paulistas que tombaram por um ideal.

Reproduzo abaixo a crônica que escrevi no ano passado:

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NOVE DE JULHO

Passei a minha infância ouvindo mamãe relatar a "guerra" de 1932: as escolas evacuadas às pressas, minha bisavó portuguesa enrolando numa toalha a sagrada imagem do Santo Cristo (seu único vínculo com a longínqua Ilha de S. Miguel, Açores - hoje preservada por meu tio Ambrosio Guimaraes Netto), e fugindo para as vargens do Rio Entupido, com as crianças agarradas as barras de sua volumosa saia açoriana, apavoradas e sem bem compreender o que acontecia - tanto as crianças quanto ela -, deixando para trás a casa vazia, sem guarda, a ponte do Paraíba dinamitada para impedir a passagem das tropas federais, e a ameaça do "trem blindado", que arrasaria tudo.

Depois, as terríveis batalhas rurais, em que as balas traçantes, tais como "botões de brasa vermelha", sibilando entre os morros, pareciam que, a qualquer momento, iriam incendiar as ressacadas e frágeis coberturas de sapé das casinhas de caboclo. Aos adultos causavam pavor; às crianças, curiosidade, reprimida a sapecadas nervosas, quando enfiavam os narizes pelas frestas das janelas para ver aquele fascinante espetáculo mortal.

E os vôos dos "vermelhinhos" - os biplanos getulistas, que aterrorizavam as tropas e a população, que temiam quando eles "botavam um ovo", da morte - apesar da mira precária.

A marcha das tropas, com "perneiras envernizadas reluzindo ao sol", se movimentando em sincronia hipnótica, arrancando das estradas de terra sons nunca ouvidos naqueles cafundós: a batida surda e amedrontadora de botas militares.

A alegria ingênua das crianças quando o "filho da Diolinda, um negrão forte", veio, de repente, visitar a mãe e trouxe-lhe uma novidade: uma lata de bolachas de campanha, jogada do alto cavalo, do qual ele sequer apeou pela urgência de voltar ao front.

Mas também o horror da guerra. A "guerra" era em miniatura, mas seus danos em escala real: o saque das fazendas; o casamento interrompido e o noivo, que ousou resistir, jogado alpendre abaixo pelos soldados cariocas; os bens confiscados; os corpos enterrados em covas anônimas naqueles campos ermos; os filhos e maridos que se foram e nunca mais voltaram.

E, finalmente, os feridos de guerra, incapacitados para voltar a sustentar suas famílias, jogados nas agruras mais amargas, abandonados pelo governo que os convocara, como se nada lhes devessem. Bem se lembram seus filhos, como meu primo Roberto de L orena.

E no dia em que esses heróis deveriam ser reverenciados e as causas da Revolução Paulista amplamente debatidas, mal se sabe o que se comemora neste feriado, lembrado, de tangente, em notinhas secundárias, mesmo nos dois principais jornais desta terra.

ADEUS, PROF. PLÍNIO



(ouça este texto clicando aqui)

A morte ontem do Prof. Plínio foi impactante para todos nós formados na fé compromissada com a justiça social, que militamos nos movimentos de Igreja, e daí para os partidos políticos. É uma perda irreparável. Discordo da tolice atual, materialista, que diz que "ninguém é insubstituível". Pelo contrário, ninguém é substituível. Por exemplo, Plínio de Arruda Sampaio.

Era para mim referência de idealismo, competência, persistência, dignidade e coerência. Sua história servia-me de inspiração. Em patamares muito diferentes - pois ele estava lá em cima - trilhamos alguns caminhos semelhantes. Ele na JUC - Juventude Universitária Católica; eu, na Pastoral Universitária; eu e ele, vicentinos; a carreira política, a experiência no exterior; a experiência no Parlamento; a minha tentativa de contribuição para o pensamento político; a sua contribuição decisiva neste campo.

Nos encontramos várias vezes. Recordo-me de ter sido recebido nesta sala de sua casa em São Paulo, lá no já distante ano de 2002, para lhe apresentar minha tese sobre (a farsa dos) governos municipais.

Com extrema atenção e cortesia, ainda convalescendo de um outro câncer, recebeu-me por mais de uma hora e disse-me uma daquelas frases de grandes personalidades que conheci e coleciono, porque mudaram minha perspectiva: "A Igreja precisa conhecer sua tese. Fica-se, muitas vezes, centrada em enfrentar a questão política sob o aspecto moral, e se esquece do aspecto institucional, que é fundamental, porque condiciona e limita as opções morais."

Em outra oportunidade, no evento do Conselho Nacional de Leigos do Brasil, creio que em Itaici, surpreendi-me quando disse que moderava suas palavras na tribuna da Câmara Federal por ser um parlamentar cristão, em que a temperança e a doçura precisam estar sempre presente. Não deveria, mas soou como novo para nós que exercíamos o mandato dentro do PT em que éramos condicionados a uma postura ácida.

Por fim, ele tinha laços com nossa cidade de Taubaté. Sua família é originária daqui e com ele aprendi muito da nossa história não contada, dos bastidores da política na Republica Velha.

Que São Thomas Morus, nosso patrono, o receba de braços abertos, pois combateu o bom combate.

https://soundcloud.com/joffre-neto/adeus-prof-plinio-sampaio

quarta-feira, julho 09, 2014

A HUMILHANTE DERROTA - MAS VALE A PENA REFLETIR



(Em vez de ler, você pode ouvir este texto clicando aqui)

Há muitos anos um professor na EFEI - Escola Federal de Engenharia de Itajubá, o Buguru, descreveu-me dois tipos de profissionais: um, é o que cresce devagar, mas sustentavelmente: como um pedreiro cuidadoso, ele coloca, solidamente, tijolo por tijolo, e faz fiada por fiada, na construção de uma base para alcançar uma meta lá no alto. Leva tempo, mas, se persistir, vai alcançá-la, sem susto.

E há o outro, que pode chegar à frente do primeiro e ainda com muito menos esforço: ao invés de assentar tijolo por tijolo, coloca um pé numa pedra aqui, outro acolá, dependura-se num ramo de árvore próximo, balança-se, projeta-se para cima e, num último esforço, estende o braço e toca a meta. De lá, olha para baixo e ri-se do outro, para ele, “bobo”.

Bem, é o que se chama de esperto. Mas uma hora a esperteza pode não dar certo: a sorte, sempre incerta e não edificável, acaba e, ao invés de conseguir dependurar-se, ou quando tentar apoiar o pé numa rocha, pode escorregar e esborrachar-se no chão.

Será que - sem complexo de vira-lata - não aconteceu isso com nossa seleção, em contraste com a seleção alemã?

A sequência de nossos resultados contra Croácia, Camarões, Chile e Colômbia, foram frutos de superioridade mesmo ou lances de sorte como, por exemplo, quando escapamos da eliminação pelo Chile, nas oitavas de final, porque a bola lançada por Pinilla acertou a trave, deixando-os “a um centímetro da glória”?

Será que não nos deixamos, como de costume e por falta de base sólida, nos inflar de uma crença cega, do tipo “sou brasileiro e não desisto nunca” ou “o campeão voltou”, ou ainda, “o gigante acordou”?

Digo “crença cega” para distinguir da “crença inabalável”: esta vê o perigo, reconhece as próprias fraquezas, o tamanho da adversidade, mas, a despeito de tudo, de olhos abertos, abre o peito e avança. A primeira, não, vê apenas a própria força, real ou ilusória, baseada em sucessos que a fortuna, incerta, repito, lhe proporcionou no passado. Não vê o perigo, ignora as tormentas e ... pode acabar naufragando.

Hora de refletir. O futebol, para nós (e não só para nós!) tem dimensão muito maior que um mero esporte, um mero jogo.

Em todo caso, avante Brasil! - porque amanhã a vida continua.


terça-feira, julho 08, 2014

ZUNHIGA: A MALDADE, SEM ARREPENDIMENTO

Não, Zunhiga não se arrependeu: fez por querer, sem dó, a sangue frio. Logo após ferir Neymar, logo após cumprir seu intento declarou, cinicamente: "aconteceu com Neymar como podia acontecer com qualquer um." - "Aconteceu"? Como assim? Foi uma fatalidade, decorrente de causas naturais, imponderáveis, imprevisíveis, acidentais?

"Aconteceu"? - Não, não aconteceu, foi causado por você, Zunhiga, estúpido cavalar, sem a inocência do cavalo, disfarçado de jogador, de esportista. Seu próprio nome soa como uma onomatopéia de maus presságios: Zunhiga.

Mas você já foi julgado e condenado pelo povo, execrado, e lançado no rol daqueles que são capazes de qualquer coisa para alcançar um objetivo



- mesmo às custas da dor e da destruição do semelhante.

segunda-feira, setembro 30, 2013

O SUPOSTO 14o. SALÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE TAUBATÉ


Recentemente o jornal "Gazeta de Taubaté" e "Ovale" noticiaram que a Câmara concederia 14o. salário - sem bem explicar como. Entre outras interpretações, pensou-se que a tal medida concederia mais um rendimento imoral aos vereadores.
A notícia é falsa.

Realmente é uma despesa adicional, mas não é 14o. salário como a imprensa mentirosamente divulgou. É um abono, linear para todos os cargos, de R$ 2.000,00. Socialmente é ate mais justo: o servidor com menor vencimento praticamente o terá dobrado.

Mas é preciso esclarecer: não é para vereadores, que não tem "salário", mas "subsídio", ou seja: não é acompanhado de férias, horas-extras, fundo de garantia, nem 13o - e muito menos 14o salário!

É uma iniciativa de quatro vereadores da Mesa. Vejo que é uma questão delicada, porque se tornou uma praxe dos últimos anos na Câmara Municipal e cortá-la subitamente traria um impacto grande, principalmente para os servidores de menor rendimento, aos quais me referi.

De outro lado, causa mal-estar quando se compara com os vencimentos de outro poder municipal, qual seja, a Prefeitura.

Lá, por conta da gestão irresponsável e criminosa de Roberto Peixoto, não se pode sequer dar a correção monetária devida, muito menos aumento ou abono.

O que dá maior confusão é que não é sabido que Prefeitura e Câmara são órgãos absolutamente independentes, com políticas de pessoal próprias.